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Entenda a diferença entre risco e perigo no trabalho

24 de fevereiro de 2022

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Por quantos riscos e perigos no trabalho você já passou? Para responder a essa pergunta, antes de tudo, é preciso entender a diferença entre esses dois fatores. Assim, é possível aplicar as melhores medidas de controle. Sim, em alguns momentos, na correria do dia-a-dia, usamos as duas palavras com o mesmo sentido. Porém, evitar esse tipo de erro é uma dica fácil e útil.

Dessa forma, após a leitura deste texto, você saberá as principais medidas de controle. Aqui responderemos como fazer para reduzir o risco nas empresas e qual a utilização correta de EPIs. Você ainda poderá conferir a identificação dos perigos, avaliação, controle e prevenção de riscos.

Então, busque melhorias agora. É simples. Continue a leitura e entenda a diferença entre risco e perigo no trabalho.

Os significados de risco e perigo

Para entender os significados de risco e perigo é útil fazermos uma comparação com o semáforo de trânsito. O perigo é o sinal amarelo, o risco é o sinal vermelho. Ou seja, no primeiro, há o aviso e a probabilidade de risco, em tese, com menor chance. O recado do segundo é nítido: há muitos fatores que causam uma ameaça real. Ambos são objetos de atenção.

História para exemplificar

Entenda a diferença entre risco e perigo no trabalho

O risco é a consequência do perigo. Imagine a contratação de um novo funcionário em uma empresa de produção de móveis planejados. O trabalho dele é cortar peças de madeira maciça, o que requer o uso de máquinas com lâminas extremamente afiadas.

Porém, o funcionário não sabe todos os comandos do equipamento. Ele precisa de capacitação. Assim, o perigo de acidente será maior enquanto não houver treinamento. De modo que o risco de lesão será uma consequência da falta de preparo. Quanto mais adiar a correta habilitação, maior o risco.

Perigo, então, é o conjunto de situações e contextos onde há potencial de causar riscos à saúde e segurança no trabalho. Podemos resumir dessa forma. O risco será maior quando mais fontes de exposição forem somadas a um ambiente de perigo. Abaixo, falamos dos cinco principais fatores de atenção para identificar o perigo.

Sistema de trabalho

O modo de organização do trabalho é fundamental para precaver-se de danos. Voltemos ao nosso exemplo anterior. Acidentes são evitados se há o gerenciamento, aliado a uma cultura organizacional, que determine capacitações, estando ou não habilitado anteriormente para a tarefa.

Materiais

Parece óbvio, mas às vezes, diante de tantos fatores, identificar materiais potencialmente perigosos é uma tarefa mantida em segundo plano. Substâncias perfurocortantes, tóxicas, metais, resinas, solventes e ácidos são exemplos. Mas há aqueles menos evidentes, que vão desde superfícies úmidas ao modo de organização de uma máquina que apresente extremidades pontiagudas.

Equipamentos

A manutenção de equipamentos deve ser uma prática rotineira em qualquer organização. É fato o aumento de risco com maquinário sem boas condições de uso em decorrência de má conservação, defeito, local inadequado e manejo incorreto. Não adianta utilizar um capacete que seja inadequado para o tamanho do trabalhador, por exemplo.

Ambientes de trabalho

Trabalhar em uma cadeira desconfortável gera problemas de saúde como dores de coluna e cisto pilonidal. Sem falar da manutenção de um estado constante de estresse sobre o corpo. O resultado, além da queda de produtividade do funcionário, é a possível ocorrência de acidentes. Esse é apenas um exemplo, que pode ser somado a: espaços muito empoeirados, frios, ruidosos, escuros, quentes etc.

Trabalhadores

Sem dúvida, tudo começa pela educação. Por isso, há perigo onde reside a insuficiência de capacitação e afrouxamento ou inexistência de políticas de segurança. Adicionalmente, é preciso considerar aspectos como assédio moral, carga de trabalho excessiva e usos de substâncias que retardam a produtividade (drogas e álcool, por exemplo).

A redução do risco nas empresas

Até aqui, você já entendeu alguns caminhos onde não deve pisar, com o risco de cair. Dessa forma, estar em chão firme significa buscar o básico: um chão para pisar. E essa superfície forte são as normas regulamentadoras. Segui-las é o primeiro passo para reduzir o risco nas empresas, acertando no conjunto e não apenas em um ou outro ponto específico.

A prevenção dos riscos é entender que o local de trabalho é um organismo vivo. Por isso, está sujeito a constante produção de atitudes. Qualquer ação, por menor que seja, tem o potencial de gerar zonas de atenção. Portanto, conforme a ISO 45001 orienta, deve haver continuidade e proatividade para identificar os perigos.

A utilização correta de EPIs

Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são a última etapa da sequência de medidas para controle de riscos, segundo a OHSAS 18001. A ordem passa pela eliminação ou substituição (troca de material por um mais seguro), controles de engenharia (medidas estruturais para amenizar riscos), sinalização (alerta da existência de risco) e, por último, os EPIs (quando é preciso lidar com o risco).

Mas, afinal, como utilizar corretamente os EPIs? Bem, antes de tudo é preciso conhecer a especificidade de cada um. Eles podem ser protetores auriculares, luvas (antiderrapantes, para manuseio de elementos químicos), aventais, óculos e proteção facial. Ainda, máscaras e respiradores, toucas e sapatilhas. Além de seguir os manuais aliados aos contextos de aplicação, é preciso ficar atento para a continuidade do seu uso.

EPIs são equipamentos de contenção primária. Em alguns casos, a falta de uso não acarreta consequências imediatas ou irreversíveis. O que pode gerar a falsa impressão da não necessidade contínua, e o perigo está aí. Por isso, é fundamental destacar informações e minicursos que conscientizem para a utilização dos equipamentos.

A identificação dos perigos

Faça um levantamento dos perigos e os classifique do menor para o maior grau. Quais itens representam potencial risco? Todas as medidas de segurança foram tomadas? Uma ideia importante para a constatação dos cenários é entender a centralidade do trabalhador no ambiente. Ou seja, as estruturas é que precisam estar adaptadas à condução humana, e não o contrário.

A avaliação dos riscos

Neste ponto, observe a probabilidade de acontecimento dos riscos e o impacto que a ocorrência da ameaça pode ter no ambiente. Criar um mapa de avaliação pode ser uma alternativa acertada. Dessa maneira, cria-se um conhecimento comunitário sobre os riscos envolvidos naquele espaço.

O controle e prevenção de riscos

Uma cartilha de medidas e técnicas são úteis no controle e prevenção de riscos. Temos a seguinte ordem de hierarquia: redução da utilização do que possa oferecer riscos para a saúde; prevenção de ocorrência de agentes de risco; controle da disseminação de fatores de risco no espaço de trabalho; e utilização correta dos EPIs.

Como vimos, a diferença entre risco e perigo de trabalho é fundamental para a precaução de acidentes. Dentre os caminhos possíveis, estão a utilização correta de EPIs, a identificação dos perigos, avaliação, controle e prevenção de riscos.

Você pode continuar a leitura e se aprofundar no assunto, gratuitamente, ao conhecer como elaborar um mapa de risco eficiente e fácil para a empresa.

 

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