O risco físico é um dos principais pontos a serem analisados em uma empresa, a fim de evitar acidentes do trabalho e multas para empresa.
Quando falamos em Saúde e Segurança do Trabalho, entender o que é risco físico é essencial para garantir ambientes seguros, evitar doenças ocupacionais e manter a empresa em conformidade com a legislação brasileira. Esse é um dos riscos mais presentes nas organizações e, ao mesmo tempo, um dos que mais geram passivos trabalhistas quando não são corretamente gerenciados.
O que é risco físico na Saúde e Segurança do Trabalho?
Risco físico é todo agente relacionado a formas de energia que pode afetar a saúde do trabalhador em função da intensidade e do tempo de exposição. Diferentemente dos riscos químicos e biológicos, ele não envolve substâncias ou microrganismos, mas sim fatores ambientais presentes no ambiente laboral.
A NR-9 define os agentes físicos como diversas formas de energia às quais os trabalhadores podem estar expostos. Já a NR-15 estabelece limites de tolerância para determinadas exposições, como ruído e calor, caracterizando inclusive situações de insalubridade quando esses limites são ultrapassados.
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Com as atualizações promovidas pela NR-1, o gerenciamento desses riscos passou a fazer parte obrigatória do Programa de Gerenciamento de Riscos, reforçando a necessidade de controle contínuo e estruturado. Ou seja, o risco físico deixou de ser apenas um conceito técnico e passou a ser um fator estratégico dentro das empresas.
Principais exemplos de risco físico no ambiente de trabalho
Os riscos físicos estão diretamente ligados a diferentes tipos de energia. O ruído é um dos exemplos mais comuns, especialmente em indústrias, construção civil e oficinas mecânicas. A exposição acima dos limites legais pode causar Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR), estresse, fadiga e queda de produtividade.
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A vibração também é bastante recorrente, podendo atingir o corpo inteiro, como no caso de operadores de máquinas pesadas, ou apenas membros superiores, como ocorre com o uso de ferramentas manuais vibratórias. A exposição prolongada pode gerar problemas osteomusculares e distúrbios circulatórios.
As temperaturas extremas, tanto calor quanto frio, representam outro risco físico importante. Ambientes com calor excessivo podem causar exaustão térmica e desidratação, enquanto o frio intenso pode provocar hipotermia e lesões por frio. Esses fatores impactam diretamente o desempenho e aumentam o risco de acidentes.
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As radiações, ionizantes ou não ionizantes, também fazem parte dessa categoria. Estão presentes em hospitais, laboratórios, indústrias e até em atividades a céu aberto, como trabalhos com exposição solar constante. Sem medidas de controle adequadas, podem causar lesões graves à saúde. Além disso, existem as pressões anormais, comuns em atividades específicas como mergulho profissional e trabalhos em ambientes hiperbáricos.
Perceba que o risco físico está presente em diversos segmentos econômicos. Ele não se limita à indústria pesada, pode estar em qualquer organização.
Impactos do risco físico na empresa
A exposição inadequada aos agentes físicos pode gerar consequências graves. Do ponto de vista da saúde, os efeitos podem ser imediatos ou cumulativos, surgindo ao longo dos anos. Muitos adoecimentos ocupacionais relacionados a riscos físicos são silenciosos, como a perda auditiva ou doenças osteomusculares.
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Já do ponto de vista empresarial, as consequências incluem:
- Afastamentos previdenciários;
- Aumento do Fator Acidentário de Prevenção (FAP);
- Processos trabalhistas;
- Pagamento de adicional de insalubridade;
- Multas administrativas.
Além do impacto financeiro, há danos à imagem da organização e à produtividade da equipe. Por isso, a gestão de risco físico precisa ser contínua, documentada e estratégica.
Como fazer a gestão eficiente do risco físico?
A gestão começa pelo reconhecimento do risco no ambiente de trabalho. É necessário identificar quais agentes físicos estão presentes, quem está exposto e por quanto tempo. Em muitos casos, também é indispensável realizar avaliações quantitativas com equipamentos específicos para medir níveis de ruído, calor ou vibração.
>> Confira os 5 principais tipos de riscos ocupacionais e como identificá-los
Após a identificação, a empresa deve aplicar a hierarquia de controle: priorizar medidas de engenharia, depois medidas administrativas e, por fim, utilizar Equipamentos de Proteção Individual quando necessário.
No entanto, para que tudo isso funcione de maneira organizada e segura, é fundamental contar com tecnologia que integre informações, facilite o controle documental e permita o acompanhamento contínuo das exposições. É nesse ponto que o uso de sistemas especializados faz toda a diferença.
>> A importância das Cores dos Riscos Ocupacionais
Como o SOC pode ajudar na gestão de riscos da sua empresa
O SOC é o software líder de saúde e segurança do trabalho, que permite uma gestão completa e integrada dos riscos ocupacionais, incluindo os riscos físicos.
Com o SOC, sua empresa consegue:
- Registrar e organizar o Inventário de Riscos do PGR;
- Controlar avaliações quantitativas e laudos técnicos;
- Monitorar exposições ocupacionais;
- Gerenciar adicionais de insalubridade;
- Integrar informações com eSocial;
- Manter histórico completo de trabalhadores e ambientes.
Além disso, o sistema oferece inteligência e automação de processos, reduzindo falhas manuais e aumentando a segurança jurídica da organização.
Em um cenário onde a fiscalização está cada vez mais digital e integrada, contar com um software robusto não é mais um diferencial — é uma necessidade estratégica.
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