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A conta que o RH não vê: o impacto oculto do absenteísmo, presenteísmo e adoecimento no DRE

4 de agosto de 2026

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Faltas, queda de produtividade e afastamentos por doença não são apenas indicadores de RH: quando não monitorados de forma integrada, eles viram custo oculto no resultado financeiro da empresa. 

No absenteísmo o trabalhador falta, apresenta atestado ou se afasta por licença médica. O presenteísmo, por outro lado, quase nunca aparece nos relatórios tradicionais: a pessoa está presente, mas trabalha com desempenho reduzido por dor, estresse, ansiedade, fadiga ou outra condição de saúde. 

Na prática, os dois fenômenos chegam ao DRE por caminhos diferentes: horas extras, reposição de equipe, retrabalho, queda de produtividade, atrasos, maior sinistralidade, afastamentos prolongados e perda de eficiência operacional. 

O problema é que, em muitas empresas, os dados que explicam essa conta ficam espalhados: exames ocupacionais em uma base, afastamentos em outra, informações de RH em planilhas, indicadores de ponto em sistemas separados e riscos ocupacionais sem conexão com custos. 

Sem integração, o RH enxerga apenas a ocorrência. A diretoria financeira enxerga apenas o efeito. E a empresa perde a oportunidade de agir antes que o adoecimento vire afastamento, perda de produtividade ou impacto direto no resultado. 

 O tamanho da conta no Brasil e no mundo 

Dados recentes ajudam a dimensionar o impacto financeiro do adoecimento no trabalho: 

 No Brasil, os afastamentos por transtornos mentais bateram recorde em 2024 

Segundo dados do Ministério da Previdência Social divulgados pelo g1, o país registrou 472.328 afastamentos por transtornos mentais e comportamentais em 2024. Alta de 68% em relação a 2023. No mesmo ano, foram mais de 3,5 milhões de benefícios por incapacidade temporária concedidos por diferentes doenças. 

  • Doenças musculoesqueléticas seguem entre as principais causas de afastamento 

Também em 2024, dores na coluna lideraram o ranking de afastamentos por incapacidade temporária no Brasil, com 205,1 mil benefícios concedidos; hérnia de disco apareceu em segundo lugar, com 172,4 mil afastamentos.
 

  • O presenteísmo pode custar mais que a falta 

Estimativas citadas pela CartaCapital apontam que o presenteísmo pode superar R$ 200 bilhões por ano em perdas para empresas brasileiras, considerando queda de desempenho, erros operacionais e impacto no clima organizacional. 

  • O custo global da saúde mental já é trilionário 

A Organização Mundial da Saúde estima que depressão e ansiedade resultem em 12 bilhões de dias de trabalho perdidos todos os anos, com impacto de aproximadamente US$ 1 trilhão em produtividade perdida na economia global. 

  • Acidentes e adoecimentos continuam pressionando empresas e sociedade 

Dados da iniciativa SmartLab, coordenada pelo MPT e pela OIT no Brasil, indicam 8,8 milhões de acidentes de trabalho e 32 mil mortes no emprego com carteira assinada entre 2012 e 2024. 

>>Absenteísmo no Trabalho: quais as causas? 

Por que essa conta não aparece claramente no DRE? 

O DRE mostra custos, despesas e resultado. Mas nem sempre mostra a origem humana e ocupacional de parte dessas perdas. Quando os dados de saúde e segurança não conversam com os dados de RH, a empresa perde rastreabilidade. 

  • Afastamentos viram apenas ausência ou benefício previdenciário. 
  • Atestados não são cruzados com função, setor, risco ou histórico de exames. 
  • Quedas de produtividade não são associadas a sinais de adoecimento. 
  • Horas extras e substituições entram como custo operacional, sem conexão com absenteísmo. 
  • O presenteísmo permanece invisível porque o colaborador “está presente”. 

O resultado é uma gestão reativa: a empresa só percebe o problema quando a falta já aconteceu, o afastamento já foi concedido ou o custo já impactou a margem. 

O impacto oculto do absenteísmo e presenteísmo no resultado financeiro 

Quando a saúde ocupacional é tratada apenas como obrigação legal, a empresa tende a subestimar o impacto financeiro do adoecimento. Mas cada afastamento pode gerar uma cadeia de custos diretos e indiretos. 

Entre os custos diretos estão pagamento de salários nos primeiros dias de afastamento, horas extras, contratação temporária, remanejamento de equipe, exames, consultas, gestão documental e eventuais passivos trabalhistas ou previdenciários. 

Já os custos indiretos incluem perda de produtividade, retrabalho, atrasos em entregas, queda de qualidade, sobrecarga dos colegas, aumento do risco de acidentes e perda de conhecimento operacional. 

Como a tecnologia de SST muda essa lógica 

Um software de SST permite transformar dados dispersos em inteligência de gestão. Ao integrar exames ocupacionais, ASO, PCMSO, PGR, afastamentos, atestados, riscos, unidades, cargos e histórico do trabalhador, a empresa passa a enxergar padrões antes que eles apareçam no DRE. 

Essa visão integrada ajuda o RH, a área de SST e a liderança financeira a responder perguntas estratégicas: quais funções concentram afastamentos? Quais unidades têm maior incidência de atestados? Quais riscos ocupacionais se repetem? Quais exames sinalizam tendência de adoecimento? Onde o custo está crescendo? 

Como o SOC ajuda a dar previsibilidade financeira à saúde ocupacional 

Com uma gestão digital e integrada de SST, o SOC apoia empresas que desejam sair da atuação reativa e construir uma rotina preventiva, mensurável e conectada aos resultados do negócio. 

  • Centralizar dados de saúde, segurança, exames e afastamentos. 
  • Identificar padrões de adoecimento por cargo, setor, unidade ou risco. 
  • Acompanhar indicadores para apoiar decisões de RH, SST e diretoria. 
  • Reduzir retrabalho, perda de documentos e falhas de controle. 
  • Fortalecer a prevenção e contribuir para a redução de afastamentos. 

 >>Veja como mais de 7 mil prestadores de serviços em SST estão crescendo com o SOC 

 300 funcionalidades para uma Gestão de SST completa 

O SOC possui mais de 300 funcionalidades para gestão completa de saúde e segurança do trabalho. Veja algumas funcionalidades que ajudam a conectar prevenção, operação e gestão: 

  • SOC Digital: sistema 100% sem papel, com biometria, assinatura digital e SOCGED para armazenar arquivos em um só lugar. 
  • Aplicativo MEUSOC: solução para dar autonomia aos funcionários em processos e consultas de documentos. 
  • Rede SOCNET: rede credenciada para encontrar prestadores em todo o território brasileiro. 
  • Portal do cliente SOCRH: integração que conecta informações relacionadas à SST entre prestador e RH. 
  • SIA – Inteligência artificial: apoio para otimizar processos e melhorar a tomada de decisões. 

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