A nova NR-1 passa a vigorar no mês de maio de 2026 e empresas demonstram não estarem preparadas para novas regras.
O ano de 2025 trouxe um dado alarmante para o cenário corporativo brasileiro: mais de meio milhão de trabalhadores foram afastados de suas atividades em decorrência de transtornos mentais (dados do Ministério da Previdência Social). Ansiedade, depressão e síndrome de burnout lideram as causas desses afastamentos, evidenciando um problema que já vinha crescendo silenciosamente e que agora se tornou impossível de ignorar.
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Esse cenário ganha ainda mais relevância diante da atualização da NR-1, que passou a exigir das empresas uma postura mais ativa na identificação e gestão dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho. O que antes era tratado como um tema de bem-estar corporativo, agora assume um papel estratégico, com impactos diretos na conformidade legal, nos custos operacionais e na reputação das organizações.
Uma pesquisa nacional realizada pela Heach Recursos Humanos, com 1.730 empresas brasileiras, revela um retrato preocupante desse momento de transição. Os dados mostram que a maioria das organizações ainda não compreende plenamente as exigências da nova norma, o que amplia os riscos e evidencia a necessidade urgente de mudança.
NR-1 e saúde mental como obrigação estratégica
A atualização da NR-1 marca uma transformação significativa na forma como a saúde mental é tratada dentro das empresas. A norma passa a reconhecer oficialmente os riscos psicossociais como parte integrante da gestão de segurança e saúde no trabalho, exigindo que sejam identificados, avaliados e controlados de maneira sistemática.
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O que muda na prática com a nova NR-1
A principal mudança está na obrigatoriedade de incluir fatores psicossociais no PGR. Isso significa que aspectos como pressão excessiva, metas irreais, jornadas extensas, assédio moral e clima organizacional passam a ser considerados riscos ocupacionais.
Além disso, as empresas devem implementar medidas preventivas, monitorar indicadores e adotar ações contínuas de melhoria. Ou seja, não basta reagir a problemas já instalados, é necessário antecipar cenários e atuar preventivamente.
Impactos legais e financeiros para as empresas
Ignorar essas exigências pode gerar consequências significativas. Entre os principais riscos estão:
- Multas e penalidades administrativas: a ausência de gestão adequada dos riscos psicossociais pode resultar em autuações durante fiscalizações trabalhistas.
- Aumento de afastamentos e custos previdenciários: com mais colaboradores adoecendo, cresce o impacto financeiro relacionado a benefícios, substituições e perda de produtividade.
- Danos à reputação corporativa: empresas que negligenciam a saúde mental tendem a enfrentar dificuldades na retenção de talentos e na construção de uma marca empregadora forte.
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Pesquisa sobre NR-1 mostra que empresas estão despreparadas
Apesar da relevância do tema, a pesquisa da Heach Recursos Humanos evidencia que grande parte das empresas ainda não está preparada para lidar com as mudanças exigidas pela NR-1.
Falta de compreensão sobre a norma
Um dos dados mais preocupantes é que 68% das empresas afirmam não entender claramente o que muda com a atualização da NR-1. Esse desconhecimento compromete diretamente a capacidade de adaptação e aumenta o risco de não conformidade.
Sem clareza sobre as exigências, muitas organizações acabam adotando medidas superficiais ou insuficientes, acreditando estar em conformidade quando, na prática, ainda estão expostas a riscos.
Ausência de indicadores e gestão estruturada
Outro ponto crítico revelado pela pesquisa é que 62% das empresas não possuem indicadores formais para monitorar riscos psicossociais. Isso demonstra uma lacuna importante na gestão, já que não é possível gerenciar aquilo que não se mede.
Sem dados concretos, as decisões tendem a ser baseadas em percepções ou reações pontuais, o que compromete a eficácia das ações e dificulta a construção de estratégias consistentes.
Cultura reativa ainda predomina
A pesquisa também aponta que 58% das empresas só reagem a problemas após afastamentos ou denúncias. Esse comportamento reativo é um dos principais entraves para a evolução da gestão de saúde mental no trabalho.
Organizações que atuam dessa forma tendem a lidar com problemas já agravados, o que aumenta os custos e reduz as chances de recuperação rápida dos colaboradores.
O papel das lideranças no adoecimento das equipes
Um dos aspectos mais relevantes da pesquisa está relacionado ao impacto das lideranças no ambiente de trabalho. Os dados mostram que o comportamento dos gestores pode ser um fator determinante tanto para a promoção quanto para o comprometimento da saúde mental das equipes.
Falta de preparo das lideranças
Segundo o levantamento, 67% dos líderes nunca passaram por uma avaliação comportamental estruturada. Além disso, 54% nunca receberam treinamento para lidar com pressão emocional no ambiente corporativo.
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Esses números indicam que muitos gestores ainda não possuem as competências necessárias para conduzir equipes de forma saudável, especialmente em contextos de alta demanda.
Liderança como fator de risco psicossocial
Quase metade dos profissionais de Recursos Humanos (49%) afirma que a liderança é o principal fator de adoecimento das equipes. Isso evidencia que o problema vai além da carga de trabalho e está diretamente ligado à forma como as relações são conduzidas.
Práticas como comunicação inadequada, falta de reconhecimento, pressão excessiva e ausência de apoio emocional contribuem significativamente para o aumento dos transtornos mentais no trabalho.
A mudança necessária para se adaptar à NR-1
Diante desse cenário, especialistas em saúde e segurança do trabalho são unânimes ao afirmar que a adaptação à NR-1 não deve ser encarada apenas como uma obrigação burocrática, mas como uma transformação cultural e estratégica.
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Uma das principais mudanças necessárias é a integração entre as áreas de Saúde e Segurança do Trabalho e Recursos Humanos. A gestão dos riscos psicossociais exige uma abordagem multidisciplinar, que considere tanto aspectos técnicos quanto comportamentais.
Investir no desenvolvimento das lideranças é um passo fundamental. Gestores preparados são capazes de identificar sinais de adoecimento, promover um ambiente mais saudável e atuar preventivamente.
A criação de indicadores específicos para riscos psicossociais permite acompanhar a evolução do ambiente organizacional e tomar decisões mais assertivas. Esse monitoramento deve ser contínuo e integrado ao PGR.
A saúde mental como prioridade estratégica
Os dados apresentados pela pesquisa da Heach Recursos Humanos deixam claro que as empresas brasileiras enfrentam um momento decisivo. A combinação entre o aumento dos afastamentos por transtornos mentais e as novas exigências da NR-1 exige uma mudança urgente de postura.
Ignorar esse cenário não é mais uma opção. A saúde mental dos trabalhadores passou a ser um fator crítico para a sustentabilidade dos negócios, impactando diretamente produtividade, custos e reputação.
Empresas que compreenderem essa transformação e adotarem uma abordagem preventiva e estratégica estarão mais preparadas para enfrentar os desafios do futuro. Mais do que cumprir uma norma, trata-se de construir ambientes de trabalho mais saudáveis, humanos e sustentáveis.
Fonte: NR-1: 68% das empresas afirmam não entender o que muda com a nova norma | Exame
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O SOC auxilia o cuidado com os colaboradores e no cumprimento de todas as normas regulamentadoras. O sistema centraliza as informações, automatiza processos e facilita a gestão da saúde ocupacional.
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Além disso, o sistema oferece a personalização de fichas clínicas específicas, que podem ser utilizadas durante os atendimentos médicos. Isso garante a coleta estruturada de informações relevantes, integradas ao sistema, promovendo maior agilidade e confiabilidade dos dados. O SOC Indicadores, é um recurso voltado para a análise de atestados médicos e afastamentos.
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