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5 passos para fazer a Gestão de Riscos Psicossociais

20 de maio de 2026

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Veja 5 passos para fazer a gestão de Riscos Psicossociais com uma especialista no SOC, com dicas preciosas para aplicar em sua empresa.

Nos últimos anos, os riscos psicossociais ganharam destaque nas empresas, especialmente devido ao aumento dos transtornos mentais no ambiente de trabalho. Cuidar da saúde mental dos funcionários deixou de ser apenas uma opção e tornou-se uma necessidade. 

Segundo relatório global publicado em 22 de abril de 2026 pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 840 mil mortes por ano estão relacionadas a riscos psicossociais no trabalho. Esses riscos estão principalmente associados a doenças cardiovasculares e transtornos mentais, incluindo casos de suicídio. 

“Os riscos psicossociais estão se tornando um dos desafios mais significativos para a segurança e saúde no trabalho no mundo moderno”, afirmou Manal Azzi, líder da equipe de Políticas e Sistemas de Segurança e Saúde no Trabalho da OIT. 

A gestão preventiva desses riscos permite antecipar situações críticas e reduzir impactos negativos, como afastamentos, adoecimentos e até óbitos, beneficiando tanto os trabalhadores quanto as empresas, além de contribuir para o cumprimento das normas legais e evitar penalidades. 

“Melhorar o ambiente psicossocial de trabalho é essencial não apenas para proteger a saúde mental e física dos trabalhadores, mas também para fortalecer a produtividade, o desempenho organizacional e o desenvolvimento econômico sustentável”, destacou a OIT. 

O que são riscos psicossociais? 

Riscos psicossociais são fatores relacionados à organização do trabalho, às relações profissionais e às condições do ambiente laboral que podem afetar a saúde mental, emocional e física dos trabalhadores. 

Principais causas dos riscos psicossociais 

  • Sobrecarga de tarefas 
  • Jornadas excessivas e falta de descanso 
  • Pressão por resultados, metas e cobranças excessivas 
  • Insegurança no emprego 
  • Assédio moral ou sexual 
  • Conflitos interpessoais 
  • Desequilíbrio entre vida pessoal e profissional 
  • Ambiente organizacional tóxico 

Esses fatores podem contribuir diretamente para o desenvolvimento de estresse, ansiedade, depressão, síndrome de burnout e queda de produtividade. 

Por que gerir riscos psicossociais? 

Além de se adequar à NR-1 e estar em conformidade com a legislação, adotar medidas de prevenção aos riscos psicossociais traz benefícios tanto para a empresa quanto para o funcionário, pois, além da redução do absenteísmo, o trabalhador mantém-se mais produtivo e eficiente em sua função. 

5 passos para fazer a gestão de riscos psicossociais 

1° Passo: Identificar riscos 

O primeiro passo é entender quais são os fatores que podem impactar negativamente a saúde mental dos colaboradores. Para isso, é importante analisar o ambiente de trabalho, a organização das atividades e as relações interpessoais dentro da empresa. 

A identificação pode ser realizada por meio de pesquisas internas, entrevistas, observação do ambiente e análise de indicadores como afastamentos e absenteísmo. 

2° Passo: Avaliar os impactos 

Nem todos os riscos têm o mesmo peso. Por isso, é essencial avaliar quais apresentam maior impacto e urgência de atuação. 

Essa avaliação deve considerar aspectos como frequência dos problemas, número de trabalhadores afetados, impactos na saúde mental, produtividade, clima organizacional e índices de afastamento. Dessa forma, a empresa consegue direcionar esforços para os riscos mais urgentes e relevantes. 

3° Passo: Planejar ações preventivas 

Com base na análise, a empresa deve definir estratégias claras para eliminar ou reduzir os riscos. 

Entre as medidas preventivas estão a promoção de um ambiente organizacional saudável, treinamentos para lideranças, incentivo à comunicação respeitosa, programas de apoio psicológico, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e revisão das cargas de trabalho. O planejamento também deve estar alinhado às normas de segurança e saúde ocupacional. 

4° Passo: Implementar as ações 

A implementação exige comprometimento da gestão e envolvimento das equipes para que as ações sejam realmente eficazes. 

Nesse processo, é fundamental conscientizar os colaboradores sobre a importância da saúde mental no trabalho, promover treinamentos e incentivar uma cultura organizacional baseada no respeito, apoio e prevenção. A participação dos trabalhadores contribui para fortalecer o engajamento e melhorar os resultados das ações adotadas. 

5° Passo: Monitorar e melhorar continuamente  

A gestão de riscos psicossociais é um processo contínuo, que deve ser revisado regularmente para garantir sua eficiência. 

O monitoramento pode ser feito por meio de avaliações periódicas, pesquisas de clima organizacional, acompanhamento de afastamentos e análise do desempenho das equipes. A melhoria contínua permite identificar novos riscos, corrigir falhas e adaptar as estratégias conforme as necessidades da organização e dos trabalhadores. 

 

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